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Valentine

um blog indefinido e mesclado como só ele sabe ser

Maneira fácil de perceber se estamos no caminho certo

Lockdown Journals #2

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   Os meus dias são constituídos por uma rotina tão dinâmica e diversa quanto: acordar - trabalhar - almoçar - ver um episódio de uma série qualquer - trabalhar - jantar - ver mais episódios ou ler alguma coisa. Grande parte da minha semana, diga-se 5 em 7 dias, são preenchidos por várias horas de trabalho. O que é normal, mas nem sempre é bom. 

  Há dias em que eu detesto o meu trabalho. Tudo me irrita, demoro a concluir projectos e deixo-me cair numa espiral negativa que escurece tudo à minha volta. Conheço pessoas que lidam maravilhosamente com o trabalho remoto e equacionam até não voltar a um escritório. Eu não sou uma dessas pessoas. O facto de não existir uma separação física entre o meu espaço pessoal e profissional muitas vezes atrapalha o meu bem estar e, consequentemente, a minha produtividade. 

  Mas também existem dias bons, como hoje. Hoje recebi um livro sobre processos criativos que comprei por recomendação de colegas. Li 2 capítulos e emocionei-me com um anúncio em particular. Sim, leram bem, emocionei-me, com olhos molhados e tudo. Um anúncio a um whisky feito para o Dia do Pai em 1980. Talvez isto tenha acontecido porque não vejo o meu pai há 1 mês e o texto é extremamente pessoal. Gosto de acreditar que me emocionei por pensar no poder das palavras. Claro que o objectivo da publicidade é vender, mas também fazer-nos sentir algo. Unir-nos através de uma experiência tão universal quanto as memórias dos nossos pais. 

  Ainda não escrevo publicidades propriamente ditas, contudo faço-o todos os dias em pequenas doses. Tenho a sorte de não o fazer só com o propósito de vender. O meu trabalho foca-se em criar relações através de palavras e isso não é assim tão diferente do que me emocionou naquele anúncio. Este livro fez-me perceber que estou no caminho certo, mesmo que muitas vezes me sinta desanimada (que atire a primeira pedra quem nunca chorou ao computador nos dias que correm).

  Por cada dia mau, existe um dia como hoje e tudo parece mais fácil. Tudo parece certo e há uma plenitude que não se consegue explicar por palavras.

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