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Valentine

um blog indefinido e mesclado como só ele sabe ser

Bem-Me-Leve

  Hoje li um texto que dizia que só tinhamos uma oportunidade de nos apaixonarmos com o coração ainda intacto. E isso fez-me pensar no quão verdade isso é.

  Lembro-me bem de como foi apaixonar-me pela primeira vez. Foi descobrir sentimentos que eu nunca pensei que existissem, mandar-me de cabeça para um abismo do qual não sabia nada, mas eu não me preocupei. Tinha a certeza que todas as borboletas que voavam incessantemente no meu estômago me levariam a bom porto. Não havia como pensar num final que não fosse o felizes para sempre. Afinal de contas, essa era a única certeza que eu tinha sobre o amor, que todas as histórias acabavam felizes para sempre.

  Mas depois, tudo caiu e o abismo era mais fundo do que eu pensava. Caí no fundo e percebi que havia mais no mundo que o final das histórias que eu lia. De repente, as borboletas tinham voado sem mim e eu estava sozinha, envolvida no frio de um coração partido. Não se comparava às tristezas que havia sentido antes, ao lado desta, pareciam-me todas meras balelas insignificantes. Foi perceber o verdadeiro tamanho de tristeza e o que ela nos pode fazer.

  Ler aquele texto hoje fez-me pensar. Chego à conclusão de que dava tudo para me apaixonar outra vez com um coração limpo. Um coração que não tivesse medo do fundo do abismo, nem receio que o final pudesse ser algo que não feliz. Não há amor como o primeiro e eu estou cansada de me apaixonar com um coração sofrido.