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Valentine

um blog indefinido e mesclado como só ele sabe ser

Kids

 

Eu nasci em 1996, tenho, por isso, 16 anos. Mas sinto-me uma velha, por ver nascer uma geração com uma realidade tão diferente da minha. Com 8/9 anos, eu não sonhava com um tablet, nem um ipod, nem nada que desse para funcionar só com o toque dos dedos. Cresci ainda com a realidade do contacto pessoal. Desde os 4 anos que sou vizinha da Mia, e cresci com ela. Eu chorava por ela não estar em casa e não podermos brincar, não por o meu pai não me ter comprado o iPad que eu tanto queria pelo Natal. Aprendi a brincar ao faz-de-conta, a brincadeira mais conhecida e ao mesmo tempo mais esquecida do mundo. Eu e a Mia inventávamos as brincadeiras mais estapafúrdias de sempre. O jardim dela servia sempre para uma infidável paleta de cenários, mas o meu preferido sempre foi o da Estufa. Brincávamos ao fazer de conta que o jardim dela era uma estufa que as pessoas visitavam para conhecer as flores, onde as turmas faziam visitas de estudo, e de todas as vezes que brincámos a isto, as flores mudavam de nome, ganhavam novas características, novos propósitos. Ver televisão era a coisa mais enfandonha que nos podiam dar para fazer. Tudo o resto era uma folha em branco para escrevermos algo diferente todos os dias. O sentido deste post é eu ter-me apercebido que se calhar os meus filhos não vão crescer com essa realidade, mas isso não me impede de lhes incutir essa mentalidade. Criei assim outro sonho para a minha lista: ter uma casa com um jardim mágico como o da Mia foi para mim e para a minha infância.

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