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Valentine

um blog indefinido e mesclado como só ele sabe ser

"partes-me o coração, caramba"

  Nunca gostei de ti, verdade seja dita. Tudo o que saía da tua boca soava a falso, e, acredita que sou muito ingénua, mas tu nunca me conseguiste enganar.  Sempre vi nos teus olhos o desespero de querer ser alguém, ou de se agarrar ao que quer que fosse. A verdade é que nunca ninguém gostou de ti. 

  Sou apologista da privacidade de cada um, sim, eu sei, e foi bastante errado ter pegado no telemóvel dele e ter visto todas as mensagens que partilharam. Despoletaste em mim um turbilhão de emoções, intensificaste toda a negatividade que eu já via em ti. Não querendo ser ordinária, mas sem opção, tornaste-te uma puta doente aos meus olhos. Sempre soube que tinhas problemas, acreditavas compusivalmente nas tuas próprias mentiras e no teu olhar via-se o tal desespero tão própria da doença. Como foste tu capaz de proferir tais palavras para aquela única pessoa que sempre te tratou bem, sempre foi cego aos teus defeitos, sempre fez o que tu menos merecias? 

  Tenho pena de ti, criatura triste. Ainda mais pena dos teus pais, que, quando te adoptaram, não faziam ideia do que aí vinha, e, que, apesar de não merecerem, tu maltratas também. Para ti, já só tenho uma mensagem. Ainda bem que desapareceste antes de eu ter descoberto isto, porque, com o nojo, raiva que tenho de ti, provavelmente não estavas tão pálida agora. Ah, e se voltas a falar com ele, uma vez que seja, vamos ter problemas. (e eu nem sou a namorada obsessiva, mede bem as tuas atitudes)