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Valentine

um blog indefinido e mesclado como só ele sabe ser

admirem-se de se darem mal em humanidades

Ontem, aula de português, foi-nos dada a tarefa de pesquisar sobre Eça e elaborar um pequeno powerpoint sobre o senhor. Foi ver toda a gente a fugir para os computadores e a Jules de roda dos livritos de análise dos Maias, em busca de informação sobre o Eça. A prof de Português, já amiga do meu pai e grande entusiasta do meu namoro com o B, ficou ainda mais rendida quando lhe decifrei a minha lista de livros que gostava de ler e que estava a ler de momento. Fui interpretada como a lambe botas lá do sítio. Hello, people, estamos em Humanidades, estavam à espera de encontrar uma pessoa que odiasse ler e repugnasse livros? Hell to the no! Perdoem-me se ler Margarida Rebelo Pinto não é o meu maior prazer (se bem que já li muitos livros dela e gostei, são uma leitura light, fácil de nos identificar-mo-nos com as peripécias, mas é um pouco novela mexicana).

 

** 

 

Hora de almoço, e aula de espanhol a seguir. Jules aparece toda orgulhosa com o seu livro dos Beatles e proclama ter sido uma prenda do B. Salta logo o desbarato "um livro, no dia dos namorados?! credo, um livro é para oferecer no aniversário ou assim, mas nesse dia, é um anel, umas flores, uns chocolates...". Aviso desde já que não sou fã desta palavra mas o que soou na minha cabeça foi um enorme "LOL". Se para mim livros são tipo oxigénio, o que é que estavam à espera que o rapaz me oferecesse? 

Berlim, 28 de Maio de 2016

  Querida Mijú, 

 

Um feliz aniversário para ti que, apesar de tudo, continuas a ser a minha princesa Aurora. Passaram 15 anos desde que te conheci e admiro-te por te teres mantido sempre fiel a ti própria enquanto eu sempre dei três mil cambalhotas em torno de mim própria.

Tu em Paris e eu em Berlim. Às vezes, dou por mim a correr até à casa amarela que existe na minha rua, com esperança que tu continues a viver numa casa amarela e estejas lá para me oferecer café e bolinhos. Morro de saudades tuas, minha tonta! Este Verão voltamos a Portugal, certo? Nem te atrevas a dar-me uma tampa. 

Conta-me coisas da tua vida, eu estou a viver num T0 paqui nos arredores do centro de Berlim, e de momento, estou a estagiar nos escritórios de uma daquelas galerias de arte, grandes grandes, como eu gosto. Quem sabe, não estarei a abrir uma galeria só minha daqui a uns anos. A minha vida amorosa está uma merda, e admito que tenho imensas saudades de Portugal e do B, nem tens noção.

Nem tudo na vida é doce, à excepção de ti, meu chocolate milka.

 

Sempre tua,

Jules

das paranóias do meu pai.

São muitas, verdade seja dita. Desde o "se falares ao telefone durante muito tempo, usa o auricular, por causa das radiações" até ao "mastiga a comida devagar", mas esta é de todo a mais irritante. E de que paranóia falo eu? Da "tira o computador de cima das pernas, emite radiações para os teus orgãos reprodutivos e para todo o teu corpo". A sério? Já paravas...