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Valentine

um blog indefinido e mesclado como só ele sabe ser

Os Globos de Ouro de 2018 em 10 pontos

 

globos de ouro sic 2018

 

(Foto por Inês Costa Monteiro, fotógrafa do NiT.)

 

  Ontem à noite o Coliseu dos Recreios encheu-se para aquela cerimónia anual que é sempre descrita como uma "noite cheia de glamour, gente gira e bom ambiente". É também um dos meus guilty pleasures, assumo. Gosto de ver e comentar as farpelas escolhidas pelos convidados. Diga-se de passagem que sou muito mais simpática que o (intragável) Cláudio Ramos. Posto isto, aqui estão as minhas 10 considerações acerca deste espectáculo:

 

  1. O meu vestido favorito foi o da Inês Castel-Branco, se bem que recolheu opiniões agridoces da restante população. Talvez o facto de lhe achar um piadão tenha ajudado na construção dessa opinião. 
  2. A Sara Matos decidiu prestar homenagem às escovas das lavagens automáticas para os carros, em preto. Esta é uma constatação roubada à minha melhor amiga, mas eu não consegui arranjar melhor descrição. 
  3. A Cláudia Vieira, que é uma mulher linda e com um corpo de sonho, decidiu armar-se em chica esperta e vestir-se de Globo de Ouro. Todos amaram. Eu detestei. Talvez se o vestido fosse diferente, a brincadeira cromática tivesse corrido melhor.
  4. A Rita Blanco é a Meryl Streep portuguesa, e contra isso não há quem argumente. 
  5. Continuando na Rita Blanco, que burn magnífico ao Ministro da Cultura e ao (paupérrimo) trabalho que o mesmo leva a cabo. 
  6. O César Mourão é dos melhores humoristas portugueses, já todos sabemos disso, mas acho que deu um passo maior que a perna na condução da gala. 
  7. Continuo sem perceber porque é que ainda dão tempo de antena ao Cláudio Ramos. Não há trabalho de escritório para ele? Sei lá, arquivar umas folhas, preencher relatórios, qualquer coisa menos ter que ouvir aquela vozinha a achar que a sua opinião tem valor de ouro. 
  8. Já agora, tirem também o tempo de antena à Bárbara Guimarães.
  9. Quando é que a orquestra vai parar de interromper discursos? Uma pessoa está a tentar ouvir profissionais da indústria a falar e aqueles chatos sempre com aquela banda sonora de filme de terror ali de fundo. 
  10. 1% para a Cultura. 

O amor não correspondido mais doloroso do mundo

 

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  A minha gentil vizinha ofereceu-me uns quantos livros e recomendou-me um pequeno chamado "A Short History of Tractors in Ukrainian" da Marina Lewycka, dizendo que a história não tinha nada a ver com o título e que era absolutamente hilariante. Confiei nela e comecei a lê-lo logo na viagem de comboio de regresso à capital. E não é que o livro é de facto absolutamente hilariante e eu li 100 páginas avidamente como há muito não o fazia? O pior veio depois. 

 

  Toda contente com o retorno do meu apetite literário, fui logo actualizar o meu Goodreads. Escrevi o nome deste pequeno, toda feliz e contente, com a expectativa que a opinião geral acerca dele ia ser esmagadora e que eu tinha chegado super tarde à festa dos tractores ucranianos. O meu coração esmagou-se em mil pedacinhos quando reparei que a maioria das reviews eram negativas e muitas diziam que só tinham acabado de ler este livro por obrigação. Sem brincadeira, foi preciso um belo scroll para encontrar quem quer que fosse a falar bem deste livrinho. 

 

COMO ASSIM?!

 

  Há poucas coisas neste mundo que me deixam tão triste como quando mais ninguém gosta do livro que eu adoro. Isto serve também para filmes, músicas, etc. Eu sei que é um pensamento totalmente irracional e descabido de nexo a um nível astronómico, mas querem o quê, eu gosto que as pessoas fiquem felizes com as mesmas coisas que eu! Principalmente no que toca a livros. Já aprendi a minha lição: nunca verificar o livro no Goodreads antes de o terminar. As consequências são devastadoras.

Jules e a lista das datas a celebrar

 

 

 

  Sou community manager. Bem, sou uma tentativa disso, mas as minhas funções são essas. Com algumas (na verdade, muitas) arestas por limar, cá me aventuro nestas lides das redes sociais e todos os bichinhos que lá habitam. Sim, eu lido com os haters do FB, mas também há pessoas muito fofinhas que só apetece ir lá e dar uma beijoca gorda. 

 

  A minha maior função é criar conteúdo para alimentar estas redes sociais e também o site do meu cliente. O trabalho é hardcore, usando o estrangeirismo, e passado umas semanas, torna-se difícil saber sobre o que escrever e não cair na repetição. Movida por essa força que não me permitia repetir conteúdos por não querer falhar na missão de community manager, descobri as minhas melhores amigas: datas a celebrar. Oh meu deus, como eu adoro estas datas e como elas são uma muleta excelente na criação de conteúdo! Claro que tenho de ter uma boa dose de noção e bom senso ao escolher as datas que comunico, porque se dependesse de grande parte do meu cérebro, até o Dia Mundial das Sanitas aparecia naquelas redes sociais. 

 

  Posto isto, hoje é Dia Mundial do Livro e amanhã é Dia Mundial do Animal de Laboratório. Sejam felizes. 

 

(Se acharem este conteúdo estranho, lembrem-se que eu todos os dias crio conteúdos para proveito alheio e não sobra muita energia para o Valentine. Isto foi mais para mostrar que estou viva e que sei que amanhã é o Dia Mundial do Animal de Laboratório.)

Refém da ditadura dos ecrãs

 

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 (Troquei o Valentine por esta senhora e este livro. Ler este pedacinho de céu é como ter uma irmã mais velha a guiar-me na jornada do mundo do trabalho, principalmente no que diz respeito à gestão de redes sociais. Aliza Licht, google it!)

 

  Esta é a única razão pela qual me ausentei do Valentine: estou completamente refém da ditadura dos ecrãs. Trabalho o dia inteiro com 2 monitores, mais o telemóvel. Chega às 4 da tarde e já eu não me aguento com a dor de cabeça que este ofício traz. Não é por falta de conteúdo, a minha vida mudou tanto em tão poucos dias que ainda me sinto meio atordoada, mas acima de tudo feliz. Só que chego a casa e a última coisa que me apetece fazer é abrir o computador. Tenho-me refugiado nos livros, tem sido esse o meu detox ao final do dia. Dito isto, não se preocupem, eu estou viva, simplesmente a tentar fugir de qualquer contacto com um computador dentro de casa. 

Sou uma criança mal-habituada

 

 

 

  Em 2013, mudei-me para Lisboa e fui viver sozinha pela primeira vez. Era um T4 espaçoso, bem colocado, partilhado com mais 3 amigos meus. Na faculdade ouvia os meus colegas a queixarem-se de colegas de casa com maus hábitos, senhorios picuinhas, intromissivos, e eu não me identificava com estes problemas de quem estava a viver sozinho pela primeira vez. A única vez que vi o meu senhorio foi no dia em que aluguei a casa, os restantes contactos deram-se por telefone e nunca me faltou nada em casa. 

  Em 2018, volto a mudar-me para Lisboa e vou viver para um quarto, com acesso partilhado às restantes utilidades. Já rejeitei um quarto por achar que o senhorio era demasiado presente na vida de quem vivesse naquela casa, e, quando o fiz, conclui que estou mal-habituada. Eliminei da minha lista um quarto perfeitamente habitável, numa casa agradável, simplesmente pelo facto que aquele senhorio não seria ausente e permissivo como o que tive na primeira experiência. 

  Vou ter de redefinir as minhas prioridades e habituar-me à ideia que vou partilhar casa com pessoas que não conheço, dentro das condições que o senhorio bem entender. Bah, isto de "adulting" é uma seca. 

 

Parece sempre que é a primeira vez

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 Após quase 2 anos de ausência, volto ao Valentine e, em meia dúzia de posts sobre a minha angústia, acontece isto. Já não é a primeira vez, mas fico sempre contente, tal e qual criança no corredor dos brinquedos do Continente na época natalícia. Obrigada Blogs Sapo, por seres a plataforma maravilhosa onde eu despejo os meus devaneios há quase uma década e nunca me desiludires!