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Valentine

um blog indefinido e mesclado como só ele sabe ser

19 para 2019

Sem grandes rodeios, a culpa disto é da Beatriz e esta é a minha lista, mesclada e confusa à semelhança da pessoa que a escreve. Porquê 19 e não 12 como os comuns mortais? Because why not, that's why. 

 

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  1. Escrever, pelo menos, 1 post semanal; (Irónico começar a lista com uma daquelas resoluções que dificilmente irá acontecer!)
  2. Ler, no mínimo, 12 livros;
  3. Comprar roupa de forma consciente e somente mediante necessidade extrema;
  4. Comprar mais maquilhagem SÓ EM CASO DE NECESSIDADE EXTREMA. Não há bolsa que aguente o peso deste meu amor;
  5. Conseguir desligar totalmente, pelo menos, 1 hora por dia;
  6. Não largar a agenda (que tanto se tem provado minha amiga) após os 3 primeiros meses do ano (como é costume acontecer);
  7. Ir ver uma peça de teatro;
  8. Dedicar tempo a mais cinema de qualidade e menos aos originais mais cheesy da Netflix;
  9. Cultivar-me mais, ou seja, ler todos os artigos que tenho guardados naquela pastinha ali em cima;
  10. Fazer mais planos com os meus pais e a minha irmã; 
  11. Conhecer São Miguel;
  12. Viajar para uma capital europeia;
  13. Escrever mais (e melhor); 
  14. Fazer um esforço para perder os quilos ganhos no escritório;
  15. Explorar o mundo Spotify e conhecer bandas novas;
  16. (Man)ter uma casa
  17. Aprender a gerir o meu tempo de forma produtiva; 
  18. Dominar 5 receitas daquelas mesmo boas para impressionar amigos em jantares;
  19. Desafiar-me. 

Como ler mais em 2019

 

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Longe vão os dias em que eu passava horas a ler, que me dava ao luxo de me perder em mundos imaginários, somente para retornar com um sentimento de vazio por ter terminado de explorar aquele cenário. Os meus hábitos de leitura aos 22 anos não são os que eu mais desejava, confesso. Ainda assim, em 2018, consegui ler 16 livros. Número semelhante não acontecia desde 2015, o ano dos autocarros bidiários. 

 

Consegui alcançar este número porque levantei a barreira de julgamento que tinha imposto a certos livros. Dei a mim mesma a oportunidade de ler quantos livros de romances juvenis me apetecesse, sem depois me sentir mal por ter passado 2 dias a ler o "To All the Boys I've Loved Before" do que ter optado por um "For Whom the Bell Tolls". 

 

Em 2019, desafiei-me, no Goodreads, a ler 12 livros. Já antes falei de metas utópicas e do mal que elas faziam ao ego, por isso, mantive-me pelos 12 com a esperança depositada numa maravilhosa coisa chamada Uma Dúzia de Livros

 

Juntei-me à Rita, e a outros parceiros de leitura, para uma aventura de 12 meses, 12 temas, 12 livros e 12 conversas sobre livros. Há algum tempo que me queria juntar a um clube de leitura, porém, o facto de viver no Algarve e isso me impossibilitar de comparecer às reuniões físicas daqueles que conhecia sempre me demoveu da ideia. O início de 2019 pareceu-me o tempo certo para o fazer! É certo que somente li 16 livros em 2018, no entanto, comprei imensos. Já consegui encaixar muitos deles nos temas mensais deste desafio e estou convencida que uma visita à biblioteca do meu antigo quarto me trará todos os livros necessários para cumprir as metas. 

 

Tenho esperança de conseguir reconquistar tempo para a leitura em 2019 e desejo-vos a todos excelentes leituras! Uma boa história vale mais que muita coisa.  

2018, que canseira.

Os acontecimentos deste ano resumidos em frases curtas, sem grande ordem cronológica:

 

Paniquei com a procura de um estágio. Consegui um estágio a 266km de casa. Mudei-me para Carnaxide. Vim viver com pessoas que também estavam a 266km de casa. Entrei no mundo profissional. Tive mês a sobrar no final do salário. Várias vezes. Fiz 22 anos e senti que o tempo estava a passar muito depressa. Passei fins de semana a correr só para ir a casa. Fiz novas amizades. Cimentei outras. Passei por situações que não esperava. Chorei de cansaço. Chorei de raiva. Chorei de tristeza. Chorei de felicidade. Ri muito. Muito mesmo. Bebi muito. Muito mesmo. Fiz histórias para mais tarde contar. Senti que não estava pronta para isto. Terminei o estágio. Licenciei-me. Assinei o meu primeiro contrato. Trabalhei horas extraordinárias. Desenmerdei-me várias vezes. Tive saudades de casa. Senti-me desamparada. Deixei coisas por dizer. Comi boa comida. Fui a festivais de verão. Vi bandas que adoro. Comecei um curso. Fui vítima de fraude. Ultrapassei barreiras. Apaixonei-me de novo pelo meu namorado. Pensei em desistir de tudo e retroceder. Fui muito feliz. 

 

Ainda faltam 6 dias para encerrar este ano, mas estou ansiosa por ver o que 2019 me trará. 

Declarações Arrojadas sobre o Sexo Feminino

 

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  É algo tão simples quanto isto: eu adoro ser mulher. Adoro! Mesmo com todas as coisas chatas que isso envolve, tipo hemorragias mensais e montanhas russas de emoções durante as mesmas. Adoro quando oiço alguém dizer "Isso só acontece porque és mulher", seja em que contexto for. Sei que há muitas companheiras de género que odeiam esta frase, ou todas as outras com o mesmo sentido, mas eu gosto de imaginar que é o meu super poder. Imagino-me logo no topo de uma arranha-céus com uns vertiginosos Louboutin, batom vermelho e uma capa da mesma cor a esvoaçar.

 

  Claro que há realidades que aniquilam essa visão utópica do meu ser. Uma dessas situações é quando estou sozinha, a caminho do trabalho, e oiço a buzina oriunda de um carro repleto de homens porque ousei vestir uma saia. Todas as mulheres sabem que vestir uma saia é o equivalente a usar um sinal que diz "Olha para mim, sou um suculento naco de carne na montra do talho!". Por muito que me incomode e repulse, até nessas situações tento flutuar no copo meio cheio e pensar que aquela saia era tão gira que até os homens a queriam poder usar. E podem. Os macaquinhos no sotão é que não os deixam. 

 

  Escrever sobre este tema e assumir tão abertamente a minha visão do poder magnífico que é ser mulher é pedir para ser linchada em praça pública. Sei perfeitamente que este texto tem tudo para ser mal interpretado. Porém, esta é a maravilha da liberdade de expressão, e, se é invocada tantas vezes por coisas bem mais parvas, aqui também serve muito bem o seu propósito. E pensar que este texto foi inspirado pela leitura de uma revista feminina repleta de padrões de beleza absurdos impostos pela sociedade. Oh, the irony

 

Produtividade literária e as metas utópicas

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Há já alguns anos que faço o Goodreads Reading Challenge. Este ano consegui cumpri-lo a 4 meses do final do ano. Algo que não acontecia desde 2015, o ano em que ia de autocarro para a Universidade, sendo isso sinónimo de muito tempo para queimar. E sabem no que reparei? Sempre que estipulava metas "astronómicas", nunca as cumpria. Uma meta simples e realista de 10 livros este ano fez com que conseguisse terminar o challenge. 


Por isso, malta, sejam realistas com os vossos objectivos e o número de vitórias aumenta substancialmente. 

 

Caso também andem pelo Goodreads, sigam-me e partilhem os vossos objectivos comigo. Estou sempre disponível para discutir livros. 

 

Liane Moriarty ou a Senhora que me tira o sono

 

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(source)

 

  A série "Big Little Lies" estreou em Fevereiro de 2017 e desde logo me conquistou. O elenco, a banda sonora, as cores e o enredo. Isso conduziu-me até à escrita da Liane Moriarty, a autora do livro na qual a série se baseava. Movida por escassez monetária no momento em que decidi que tinha de saber o desfecho daquela história, recorri à pirataria e encontrei um PDF online. Li-o de rajada. Faltava-lhe a banda sonora espectacular da série, mas o enredo era mil vezes melhor. Mal sabia eu que estaria para sempre refém da Senhora Moriarty. 

 

  Agosto de 2017. Numa das muitas visitas à pequena estante designada como biblioteca do hotel onde tive o pior trabalho do mundo, tropecei num exemplar que me conquistou pela lombada. Era um livro da Liane Moriarty. A sinopse? Pouco importava. Levei-o para casa e, ao contrário do que fiz com os restantes livros que li daquela estante, não consegui devolver aquele. "Trully Madly Guilty" foi a segunda flecha cravada no meu coração pela Senhora Moriarty. 

 

  Maio de 2018. A minha vizinha do lado convidou-me para ir a casa dela ver os livros que ela tinha, com a premissa que poderia levar todos os que queria. Quem me dera que houvessem mais convites destes. Mais uma vez, ao vislumbrar a prateleira, deparei-me com outra lombada daquelas. Liane Moriarty! Devorei o "The Husband's Secret" em 3/4 assentadas de 100/150 páginas cada uma, tendo a última perturbado o meu sono, dado que só o larguei já eram quase 2 da manhã. (Entendam que eu sou uma idosa no que toca a horas de sono, menos de 7h não são aceitáveis para o normal funcionamento desta pessoa.) 


  Julho de 2018. A chegada do primeiro ordenado no mundo do marketing digital deu espaço a algumas prendas para mim própria. Uma delas? Acertaram! Um livro da Liane Moriarty. Comecei a ler o "Three Wishes" no domingo à noite e já mexeu com o meu horário de sono. Parece que não aprendo, mas a culpa é da Senhora Moriarty por ser a mestre dos enredos e personagens complexas. 


(Este post não foi patrocinado por ninguém, mas se estiverem interessados, adorava que me patrocinassem os 3 livros que me faltam da Liane Moriarty.) 

  

Jules Alive '18

 

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(source)

 

 

  Aos 22 anos, fui pela primeira vez ao Alive. Aquele mítico festival em Algés falado e apreciado por meio mundo. Por muito que goste de música, pensar em ir a festivais é sempre um tópico sensível para mim por causa das multidões. Admito que não sou a maior fã de grandes aglomerados de seres humanos em espaço que acabam por se revelar pequenos para a sua afluência. 

  No entanto, este ano finalmente fiz um visto nessa caixinha. O cartaz era demasiado bom, ainda que não tenha conseguido bilhete para o dia de Pearl Jam. Os dois primeiros dias fizeram de mim uma criança (muito muito muito) feliz. De todos os concertos que vi, Jain, Arctic Monkeys, The National, Queens of the Stone Age e o secret show fofinho da Mallu Magalhões conquistaram um lugar especial no meu álbum de recordações.

  Paguei alarvidades por cerveja, fintei filas com idas estratégicas ao WC e passei horas de pé a ver bandas que me eram muito queridas. Não usei purpurinas na cara, não vesti nada que tivesse franjas, nem andei de lingerie pelo recinto. Fui aquela pessoa não-millenial que vestiu roupa confortável, apropriada ao clima, e levou um carregamento de sandes como se tivesse 5 filhos a meu cargo. 
  Relativamente à tão debatida questão dos telemóveis a gravar cada segundo dos concertos, sou da mesma opinião que a vasta maioria que se tem pronunciado acerca desta temática. Fiquei espantada com o número mínimo de telemóveis que se viram erguidos num Palco Sagres cheio para receber Jain, o que me provou que o poder de um bom concerto ainda não foi devorado pelas tecnologias. Porém, quando os Arctic Monkeys tocaram a "Do I Wanna Know", fiquei igualmente espantada com o número de telemóveis que se ergueu quais cavaleiros a desembainharem espadas na hora do combate. 

 

Que venha o Super Bock Super Rock e os meus amados The XX!

Manual de Comunicação nas Redes Sociais

 

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  Como já mencionei anteriormente, trabalho em redes sociais. O meu dia a dia  roda entre o Facebook, o Instagram e o Twitter como ferramenta de trabalho. Sim, sou aquela pessoa que responde a comentários e mensagens em nome do cliente. Este post é algo já pensado há algum tempo e, mesmo sabendo que não vai atingir as pessoas a quem me refiro, achei de uma urgência peculiar. 

 

  Eu lembro-me de ter aprendido a escrever uma carta na primária. Qual a sua estrutura, os componentes básicos, entre outros. Mas pelos vistos as pessoas que me escrevem nas redes sociais não o fizeram. Ao enviar uma mensagem para alguém desconhecido, uma entidade, etc., há uma certa norma a seguir. Iniciar a mensagem com uma saudação, explicar a intenção, sei lá, aquelas coisas básicas, estão a perceber? Porém eu recebo mensagens que dizem "Preço para 2 noites, com peq. almoço, 2 pessoas". Assim, sem mais nem menos. Ou melhor ainda, mensagens que somente dizem "PREÇO". Sinto quase que acabei de acordar ao lado daquelas pessoas, toda a vida as conheci, daí dispensarmos o tradicional "Bom dia" e "Obrigado". Gosto também daquelas pessoas que escrevem estas mensagens mas como comentário em publicações. Como quem diz "Tu que estás aí a escrever isto, faz o teu trabalho e diz-me o preço para 2 pessoas com pequeno almoço, entre 20 e 24 de julho neste hotel, que é para isso que te pagam". As pessoas que fazem isto são as mesmas pessoas que não levantam os tabuleiros na restauração dos centros comerciais para "não tirarem o trabalho a ninguém". 

 

  Como alguém que está do outro lado, garanto-vos que a vossa mensagem será muito melhor recebida se tiverem algum respeito e atenção para com a pessoa que vos vai dar a informação que querem. As mensagens nas redes sociais não são telegramas, têm caracteres à farta para a saudação e até para todos os P.S.s do mundo. Pela felicidade de todos os gestores de redes sociais deste mundo, sejam tão bem educados no mundo virtual quanto o são no real. 

 

(Se são sempre mal educados, tenho pena de vocês.)

(Este post também se aplica à boa educação para todos que vos prestam serviços, desde a caixa de supermercado ao carteiro.)