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Valentine

um blog indefinido e mesclado como só ele sabe ser

26
Jul15

Aviso: isto vai ser fútil.

Jules

 

 

 

 

  Eu gosto de sair à noite. Bastante, até. Com a chegada do verão, a coisa intensifica-se, e, como bom exemplar de fêmea que sou, gosto de me arranjar. Vestido, batom vermelho, unha pintada, tudo a que tenho direito, menos ao salto alto. Há 19 anos que fui abençoada com dois pés tortos e todas as sabrinas que alarguei são a prova disso, já para não falar da entorse brutal que fiz ao torcer o pé numa sandália com 10 cm de cunha, à frente de uma fila de 80 pessoas à porta de uma discoteca. Por essa razão, os saltos altos nunca foram, nem de perto, nem de longe, meus amigos. Eu bem queria ser aquelas raparigas que param o trânsito em cima de uns vertiginosos pumps com 18 cm de altura, mas terei que me contentar com o 1,63m que tenho na espinha. Sei que o meu problema é grave quando a minha avó se passeia facilmente de salto quase-agulha ao meu lado.

  Toda a mulher que gosta de sapatos sonha com o seu par de sapato de sonho, os derradeiros Loboutin que nos vão custar pelo menos 4 ordenados, mas são mais prazerosos que qualquer homem. Pois, eu se os comprar, há-de ser para ter na caixa e calçá-los em casa, para ficar sentada no sofá binge watching alguma série, feeling fancy as fuck. Chego até ao ridículo de me imaginar uma personalidade bem sucedida, a pisar a passadeira vermelha com a bela da sandália ortopédica. A minha tia-avó ia ficar orgulhosa.

  No que toca a alturas, os meus melhores amigos são a cunha, a plataforma e o tacão grosso. Embora também seja um 31 aventurar-me com esses sapatos, são os únicos que me deixam mais perto do sonho de parecer estonteante dentro de um vestido apertado. Sim, porque sem saltos, eu pareço um chouricinho pronto para o fumeiro dentro de qualquer coisa justa! Por isso, já sabem, se algum dia virem uma rapariga a lutar com todas as suas forças para parecer normal em cima de algo alto, provavelmente sou eu. Ou alguém que sofra do mesmo que eu. 

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