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Valentine

um blog indefinido e mesclado como só ele sabe ser

18
Nov17

A different way

Jules

 

 

 

  Tudo está diferente. Estou no último ano da minha licenciatura em Ciências da Comunicação e senti uma vontade inesperada de voltar a escrever aqui. Creio que em alturas de grande mudanças viro-me sempre para a escrita, minha fiel companheira e grande desmistificadora de tempestades que somente existem no meu cérebro. 

  Estou em fase de procura de estágio e definição do que virá a ser o meu futuro. Quero encontrar algo com o qual me identifique, mas principalmente algo no qual me imagine a trabalhar o resto da minha vida. Iria ser uma grande desilusão não desvendar logo esse mistério nesta experiência, não sei como iria lidar com isso (sim, eu sei, é um ponto de vista infantil, but oh well). Vou-me lembrando de empresas de que gosto e vou mandando propostas, mesmo que estas fiquem para sempre enterradas numa caixa de correio electrónico por abrir. 

  No próximo fim-de-semana vou ter a primeira experiência com uma das empresas pelas quais eu dava um rim para trabalhar. Não, não estou a ser irónica, quero mesmo muito este estágio. Quero-o tanto que me vou deslocar do Algarve até Braga sozinha, com as despesas todas por minha conta, só para não perder esta experiência. Enquanto me tento mentalizar que há 50% de hipóteses de correr mal, dou por mim numa bolha de felicidade e entusiasmo que há muito não sentia. Esperar para ver. Esta ansiedade dá cabo de mim. 

30
Jan16

Regresso às aulas parte 2º Semestre

Jules

Depois de 1 mês e meio de férias, segunda-feira volto às aulas, o que é maravilhoso, dado que já estava a morrer de tédio. Porém, depois de 3 anos de ensino universitário e outros muitos de ensino regular, ainda estou para perceber qual é o problema que alguns colegas têm em partilhar apontamentos das aulas e afins. Eu já fui a aluna que raramente metia os pés nas aulas, que precisava desesperadamente dos mesmos, e, também já fui (e sou) a aluna que tira apontamentos até do espirro do professor e não tenho problema nenhum em partilhá-los. "Ah, mas o mérito não é deles.", "Ele que fosse às aulas", etc. Está bem, mas se ele fizer o curso à custa dos teus apontamentos, a vida vai-se encarregar de o castigar de outras maneiras. Ele nunca se vai desenvencilhar no mundo do trabalho, porque sempre se encostou no trabalho dos outros. Será assim tão difícil de perceber? 

29
Dez15

Acabar 2015 com uma dica

Jules

  Malta da era do Harry Potter, completamente apaixonado pela J.K. Rowling, tenho uma boa notícia para os mais despassarados: ela continua a escrever, só que utiliza o nome de Robert Galbraith e inventou um detective. 

  Só em 2015, tive a honra de ler 2 livros, tendo em conta que estou a acabar o 2º, e, digo-vos, ela é mesmo do caraças. Parem tudo o que estão a fazer e vão comprar os livros do Robert Galbraith! Há traduzidos e tudo. 

22
Dez15

Um amor piroso

Jules

 

 

  Ela ansiava por um amor piroso. Do mais lamechas e cliché possível. Porque, afinal de contas, o que é o amor se não a definição de pirosice? Ela queria beijos roubados numa esquina, bilhetes que dissessem "tem um bom dia, gosto muito de ti" colados no frigorífico, um coração desenhado no espelho embaciado do seu duche.

  Ela nada mais pedia que alguém que quisesse gritar ao mundo o quão boa era a sua companhia. Um telemóvel cheio de selfies dos dois, sérios, a sorrir, a fazer caretas, apaixonados que nem palermas. Ela esperava por alguém que lhe desse a mão na rua, que a surpreendesse, a puxasse e a olhasse nos olhos. "Sou realmente sortudo por te ter", diria ele, antes de a beijar ternamente. Ela procurava um companheiro de karaoke no supermercado, simplesmente porque estava a dar aquela música específica, ignorando os olhares dos restantes clientes.

  Alguém que visse os pequenos pormenores das coisas e prestasse atenção, que lhes soubesse dar valor. "O chão está a arder" e ele pulava imediatamente para cima do sofá, sem pensar duas vezes, porque ele sabia que nem tudo na vida era para ser levado a sério e as brincadeiras de criança nunca deviam acabar. Ela queria olhar para alguém demoradamente, enquanto um pequeno sorriso lhe brotava na face, "onde é que eu fui encontrar alguém como tu?".

  Ele ia ser a pessoa a quem ela ia dedicar todo o seu carinho e afecto, a coisa mais preciosa do seu mundo, ela ia tratá-lo e mimá-lo com a maior das estimas. Ao seu lado, nada lhe faltaria e a única definição presente no seu dicionário iria ser a de "felicidade extrema e absoluta".

  Ela não tinha um amor piroso. Ainda não. Mas o pensamento de que ele andava por aí algures, à sua espera numa esquina para lhe roubar um beijo, ou a arrancar flores d'um canteiro para lhe dar, aconchegava-lhe o coração antes de adormecer.

14
Dez15

Bem-Me-Leve

Jules

  Hoje li um texto que dizia que só tinhamos uma oportunidade de nos apaixonarmos com o coração ainda intacto. E isso fez-me pensar no quão verdade isso é.

  Lembro-me bem de como foi apaixonar-me pela primeira vez. Foi descobrir sentimentos que eu nunca pensei que existissem, mandar-me de cabeça para um abismo do qual não sabia nada, mas eu não me preocupei. Tinha a certeza que todas as borboletas que voavam incessantemente no meu estômago me levariam a bom porto. Não havia como pensar num final que não fosse o felizes para sempre. Afinal de contas, essa era a única certeza que eu tinha sobre o amor, que todas as histórias acabavam felizes para sempre.

  Mas depois, tudo caiu e o abismo era mais fundo do que eu pensava. Caí no fundo e percebi que havia mais no mundo que o final das histórias que eu lia. De repente, as borboletas tinham voado sem mim e eu estava sozinha, envolvida no frio de um coração partido. Não se comparava às tristezas que havia sentido antes, ao lado desta, pareciam-me todas meras balelas insignificantes. Foi perceber o verdadeiro tamanho de tristeza e o que ela nos pode fazer.

  Ler aquele texto hoje fez-me pensar. Chego à conclusão de que dava tudo para me apaixonar outra vez com um coração limpo. Um coração que não tivesse medo do fundo do abismo, nem receio que o final pudesse ser algo que não feliz. Não há amor como o primeiro e eu estou cansada de me apaixonar com um coração sofrido.

18
Nov15

Só pode ser uma conspiração!

Jules

  Todos (vá, alguns, que eu quero demasiados) os livros que eu quero custam 15€ na Fnac. E eu não dou mais que 10€ por um livro. Excepto em situações de necessidade fatal. Isto faz com que a minha lista de Natal* seja enorme.

 

*Quando não lês Nora Roberts, nem Augusto Cury, convém teres uma lista dos livros que gostavas de ter. Facilita a vida dos meus familiares que me querem comprar algo pelo Natal.

11
Nov15

Hoje é dia de filmes maricas.

Jules

(Love, Rosie - 2014)

 

E porquê? Porque eu preciso. A razão pela qual preciso é, citando A Gaja:

"Não consigo resistir a uma boa comédia romântica. O fixe deste género de filmes é a previsibilidade. Ou seja: por muita merda que o gajo faça ou por muitas dúvidas que a gaja tenha (normalmente são sempre umas sonsas obsessivas/psicóticas, mas com muita pinta), sabemos que, 5 minutos antes do filme acabar, a zanga vai terminar na sequência beijo-fodanguice light-casamento/bebés.

E isso dá uma tranquilidade imensa."

10
Nov15

Textos fundamentais.

Jules

 

Um sentimento feito de palavras. Somente imagens, ideias, significados misturados num frenesim que nos aqueceu o peito. Não mais.


De tanto dependermos delas, esgotamo-las a todas. Aquelas de que nos socorremos para aliviar o frio da distância são as mesmas que me laceram por dentro. Fervo agora com elas, do fogo que as feridas abertas jorram sem cessar. Qual de nós o correcto, eu com as vírgulas e parentesís, ou tu com o ponto final. As mesmas que me levaram para um futuro distante, onde tudo era a escolha certa, deixaram-me agora sozinha, numa estação onde os comboios já nem passam (uma vez disseste-me que também estavas numa estação dessas, será que estamos na mesma sem sabermos?). As palavras têm a efemeridade que lhes atribuímos. Em mim, as tuas serão eternas.

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